12 de agosto de 2007

Indefinições



No dia procuro a noite
E na noite tenho saudades do dia!

A indefinição duma alma que se perde em desequilíbrios contínuos,
e se equilibra em instantes desaparecidos.
Há muito que não te sinto. 
Há muito que não te vejo.
Há muito que tu me fazes falta.

Quero voltar a estar contigo.
Tu és o meio e eu o fim. 
Em ti sou feliz.
Sinto-me preenchido naquele lugar desabitado a que chamam coração.
Tens o Dom de me fazer alegre, espontâneo, e és tu o amor sério.

Mas quero criar divisões onde elas não existem.
Só existem planos diferentes. 
Mundos de distância.